O CRESCIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DO PREMATURO

O prematuro, especialmente o de extremo baixo peso (peso ao nascimento inferior a 1000
gramas), apresenta um maior risco de alteração do crescimento e desenvolvimento.
São crianças habitualmente pequenas, mas que vão tentar recuperar o seu crescimento
durante a infância e adolescência.
Em relação ao crescimento, verifica-se um crescimento de recuperação (catch-up growth),
durante os primeiros 2 a 3 anos de vida, ocorrendo primeiro para o perímetro cefálico e depois para a estatura e peso. No fim deste período, os valores antropométricos encontram-se, habitualmente, dentro dos limites da normalidade das curvas de referência.
O prematuro pode permanecer uma criança pequena até à adolescência.
Depois da adolescência e até se tornar adulto, pode atingir uma estatura normal, sendo o potencial genético de grande importância na altura final.
As crianças afectadas de atraso de crescimento intra-uterino, displasia broncopulmonar, ou que apresentam um estado de nutrição inadequado na alta da UCIN, vão apresentar um crescimento comprometido nos primeiros anos de vida, com repercussão na altura final.
O neurodesenvolvimento está mais relacionado com a idade gestacional do que com o peso ao nascimento e é influenciado por factores ambientais. Alguns problemas surgem precocemente, enquanto outros só se tornam evidentes ao fim de vários meses ou anos.
O atraso no desenvolvimento cognitivo é a perturbação mais comum nos primeiros anos de vida. Na idade escolar predominam os problemas comportamentais e de aprendizagem.
A partir da adolescência, as perturbações do neurodesenvolvimento tendem a atenuar-se,
permitindo uma boa integração social na vida adulta.
O meio sócio-económico, cultural e familiar tem grande influência no crescimento e
desenvolvimento do ex-prematuro.
O prematuro pode levar uma vida normal, mas necessita de ter um programa de seguimento multidisciplinar para rastreio e intervenção precoce, bem como para apoiar e orientar as famílias de forma a maximizar o crescimento e o desenvolvimento até à vida adulta.

Como avaliar o desenvolvimento dos Prematuros de EBP (Extremo Baixo Peso)

O follow-up do desenvolvimento deve ser um processo contínuo e flexível de avaliação da criança, incluindo a observação durante a consulta médica, a valorização da opinião dos pais, o exame neurológico sistematizado, a avaliação dos marcos de desenvolvimento neuromotor e a realização de testes de triagem, como, por exemplo, o Denver II, para identificar distúrbios no desenvolvimento. No primeiro ano de vida, especial atenção deve ser dada à evolução motora do prematuro, com avaliação do tônus passivo, postura, mobilidade activa e força muscular.
Anormalidades neurológicas transitórias, envolvendo postura, habilidades motoras finas e grosseiras, coordenação e equilíbrio, reflexos e principalmente distonias hiper ou hipotonia), são detectadas em 40-80% dos casos e desaparecem no segundo ano de vida.
Exame neuromotor normal no segundo semestre de vida prediz desenvolvimento motor normal, enquanto que a persistência de padrões primitivos de tônus, reflexos e postura pode ser uma anormalidade transitória ou manifestação e paralisia cerebral.
Por este motivo, a acurácia no diagnóstico de paralisia cerebral é maior no segundo ano de vida, quando desaparecem as distonias transitórias.
Para o diagnóstico de desenvolvimento normal ou anormal e avaliação do grau de anormalidade, existem várias escalas de desenvolvimento que devem ser aplicadas em diferentes faixas etárias. Nos primeiros anos de vida, as escalas de Bayley II e de Griffiths quantificam o desenvolvimento cognitivo, abrangendo os sectores: motor, adaptativo, pessoal-social e de linguagem. A escala de Bayley II quantifica o quociente de desenvolvimento em duas áreas, psicomotora e mental, e é actualmente a mais utilizada para o diagnóstico de desenvolvimento nos primeiros 3 anos de vida. Nas idades pré-escolar e escolar, são recomendadas as escalas de inteligência de Wechsler.
Prognóstico na idade escolar
De maneira geral, os estudos sobre prematuros de EBP mostram que os problemas de saúde diminuem após os primeiros anos de vida.
Na idade pré-escolar, 5-30% apresentam alguma limitação funcional em suas actividades motoras, de comunicação ou de autocuidados. Na idade escolar, muitos ex-prematuros conseguem ter desempenho normal, entretanto, à medida que aumentam os desafios intelectuais na escola, podem surgir novos problemas neuropsicológicos, comportamentais e de aprendizagem. As taxas de deficiências neurossensoriais e cognitivas, de distúrbios psicológicos e comportamentais são elevadas nos escolares nascidos de muito baixo peso e especialmente nos menores que 1.000 g.

Desempenho cognitivo
Crianças e adolescentes de EBP ao nascer apresentam piores resultados nos testes de cognição, com diferença média em torno de 10 pontos no quociente intelectual (QI) em relação aos controles, e ainda 11% a 17% apresentam QI menor que 7058. Alguns estudos documentaram pior desempenho nos testes de habilidades verbais, com 24% de falta de acurácia na leitura e 48% de inadequada compreensão na leitura. Entretanto, a maioria dos autores alerta que crianças de muito baixo peso ao nascer e, principalmente, as menores que 750 g apresentam comprometimento em todas as áreas de habilidades educacionais, o que pode prejudicar seu desempenho académico. Matemática é a área que mais frequentemente os prematuros de EBP têm dificuldades (37% das crianças), seguida por dificuldade na linguagem em 24%, e na leitura em 23%; e nestes três sectores, o desempenho é ainda pior nas crianças nascidas menores que 750 g. Essas deficiências cognitivas colaboram para as altas taxas de repetência (22-26%), necessidade de escola especial (19-22%) ou de professor particular (11-15%)4

Distúrbios de comportamento
Crianças nascidas com EBP apresentam risco aumentado para problemas comportamentais, sendo o distúrbio de hiperactividade e deficiência de atenção o mais frequente, presente em 21-28% dos casos e possivelmente decorrente de lesão pré-natal ou neonatal no sistema nervoso central.
Dificuldades na interpretação de informações, resolução de problemas e no comportamento social são mais frequentes nas crianças de EBP do que na população geral, independente de fatores culturais.

Outros problemas
Incoordenação motora fina, distúrbios neurológicos sutis, deficiência visual ou auditiva e alteração na percepção visual-espacial podem colaborar para o pior desempenho escolar, prejudicar a auto-estima e propiciar distúrbios comportamentais e sociais.

Prognóstico na adolescência e idade adulta
Dentre os principais fatores determinantes de má qualidade de vida, destacam-se as deficiências neurossensoriais e cognitivas. Neste sentido, é preocupante a constatação, em vários estudos, de que os problemas no desenvolvimento de prematuros de EBP detectados nas idades pré-escolar e escolar persistem até a adolescência, e embora alguns possam ser atenuados com o tempo, outros podem ser subdiagnosticados em idades mais precoces. Em uma coorte de 79 prematuros de EBP, nascidos no final da década de 70 e acompanhados até 14 anos, documentou-se que, na adolescência, apenas 46% apresentavam desenvolvimento totalmente normal, 14% tinham sequelas graves no sector motor, visual ou intelectual, deficiências moderadas ocorreram em 15%, e leves em 25% dos casos. Entretanto, deve-se considerar que estas cifras podem ser diferentes para os prematuros nascidos em décadas mais recentes.
O desempenho escolar de adolescentes nascidos com menos de 29 semanas de idade gestacional, avaliado por meio de questionários respondidos pelos adolescentes, seus pais e professores, mostrou que a maioria deles frequentava escola regular, tinha boa condição de saúde, desempenhava bem seus desafios académicos e tinha perspectiva optimista para seu futuro. Entretanto, um em cada 6 destes adolescentes apresentava sequela motora, sensorial, intelectual ou comportamental, necessitando de escola especial. Adultos nascidos com muito baixo peso, comparados aos nascidos com peso normal, mostraram maior frequência de deficiência sensorial (10% x <>

Factores que influenciam o crescimento dos prematuros de EBP (Extremo Baixo Peso)

Além da prematuridade, vários fatores influenciam o crescimento da criança, destacando-se:
- Potencial genético, representado pela estatura dos pais. É o fator que canaliza o tamanho final do adulto.
- RCIU. Exerce forte influência no padrão de crescimento pós-natal a curto e longo prazo e associa-se com doenças futuras do adulto.
- Doenças e complicações da prematuridade, especialmente a displasia broncopulmonar, mas também a enterocolite necrosante grave e a neuropatia crónica decorrente de leucomalácia periventricular ou hemorragia peri-intraventricular grave.
Estes são fatores responsáveis por elevada morbidade e comprometimento da nutrição e crescimento nos primeiros anos de vida, mas as repercussões a longo prazo não estão estabelecidas.
- Padrão nutricional após a alta hospitalar. Este é um fator fundamental, que merece especial atenção, pois é passível de intervenção. A otimização da nutrição dos prematuros, seja pelo uso do leite materno fortificado ou de fórmulas especiais para uso após a alta, favorece o catch-up, entretanto, em nosso país, a condição nutricional após a alta hospitalar é preocupante, pois o desmame precoce é frequente nos pequenos prematuros que têm internações prolongadas e as fórmulas especiais pós-alta não estão disponíveis no mercado nacional. Assim, existe grande possibilidade destes prematuros receberem inadequada nutrição após a alta, o que é importante fator de risco para a ocorrência de falha no crescimento.

Crescimento e desenvolvimento a longo prazo do prematuro extremo

Prematuros de EBP (Extremo Baixo Peso) são crianças de risco para problemas no crescimento e desenvolvimento.
Quanto ao crescimento, geralmente são crianças pequenas em peso e estatura, apresentam catch-up tardio e mesmo assim podem continuar menores que o esperado até a adolescência.
Da adolescência até a idade adulta, podem atingir tamanho normal, havendo influência do potencial genético na estatura final do adulto.
O catch-up do perímetro cefálico ocorre já no primeiro ano de vida, enquanto que o peso tem recuperação mais lenta.
RCIU, displasia broncopulmonar e inadequada nutrição após a alta comprometem o catch-up e podem causar falha de crescimento nos primeiros anos de vida.
O neurodesenvolvimento relaciona-se mais com a idade gestacional do que com o peso de nascimento e é influenciado por factores ambientais. Alguns problemas são precoces e definitivos, outros podem surgir posteriormente e progredir, mas a maioria dos distúrbios desaparece ou é atenuada com o tempo.
Sequelas neurossensoriais graves, representadas pela paralisia cerebral, cegueira e surdez, são identificadas nos primeiros 2 anos de vida e acontecem nas crianças mais imaturas, nascidas com menos de 26 semanas de idade gestacional.
Atraso no desenvolvimento cognitivo é a alteração mais frequente nos primeiros anos de vida, e na idade escolar, predominam os problemas educacionais e comportamentais.
A partir da adolescência, os problemas parecem atenuar-se, possibilitando boa integração social na vida adulta.
O comportamento da criança é componente importante em seu desempenho global e precisa ser avaliado em todas as etapas do neurodesenvolvimento.
A boa qualidade do lar, representada pela estabilidade emocional da família e participação activa dos pais, pode melhorar o desempenho da criança e propiciar-lhe boa qualidade de vida.
Prematuros de EBP podem ter uma vida normal, mas precisam ser acompanhados em programas de follow-up multiprofissional, onde serão avaliados e receberão, junto com suas famílias, todo o suporte necessário para favorecer seu crescimento e desenvolvimento, desde a infância até a adolescência.
O objectivo primordial de todo investimento nestes pequenos prematuros é garantir sua sobrevida com boa qualidade de vida.

25 de Março de 2008 - Faço 1 ano



Hoje faço 1 ano.
Ultrapassei todos os meus problemas.
Cá estou eu, lindo e activo.
Mas ainda tenho que ter muito cuidado com os vírus.
Não posso estar em contacto com muita gente.





Por isso, fiz apenas uma pequena festa no meu dia de anos com os meus pais, avó Maria, avô Zé, avô Sacic, tia Cátia e tio sérgio.





No sabado convidei para um lanche apenas os meus amigos de luta, que nasceram na mesma altura e estiveram comigo na UNIN.




Nessa festa apenas compareceu a Maria da Luz e o João Pedro.







O resumo da minha história na UCIN

Olá eu sou o Salvador,
Nasci no hospital Amadora Sintra no dia 25 de Março de 2007, pelas 5h e 38m, num Domingo cheio de sol, de parto normal, às 24 semanas e 4 dias, com 775gr e 30,5 cm.
Não pude ir para casa, tinha trocado o conforto da barriguinha da minha mãe por uma casinha de vidro.
Os meus pais sentiram-se frustrados, culpados. O que fizeram de errado? Quais foram os cuidados que não tiveram?
O que poderiam ter evitado? Porquê??? Tantas questões para responder!...
Eles ficaram muito preocupados e apesar desta imensa angustia quando olharam para mim, eu senti todo o amor, carinho e esperança que eles depositavam em mim. Isso ajudou-me muito!...
Começou então para nós um período de vida, um dia de cada vez, com muitos altos e baixos, triunfos e contratempos.
O cenário de uma Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais não é dos melhores, a quantidade de fios, sondas, monitores e alarmes sempre a tocar é arrepiante.
Mas a dedicação, competência e o carinho de todos, enfermeiras (os), medicas (os), psicólogas, terapeutas e auxiliares são reconfortantes, pois não podíamos estar em melhores mãos.

Nasci estável, mas fiquei no ventilador em VAPO, pelo facto dos meus pulmões ainda não se encontrarem amadurecidos, no 4ºdia deixei o ventilador e passei à ventilação em SIPPV (mascara sobre o nariz com oxigénio), para me ajudar a respirar.

Tive hemorragias cerebrais de grau II e III. As de grau II são reabsorvidas espontaneamente pelo organismo mas as de grau III podem provocar lesões cerebrais graves ou ser reabsorvidas pelo organismo. Estas hemorragias ficaram normalizadas apenas ao fim de 2 meses.

No 6ºdia de vida cheguei a pesar 550gr, mas pouco a pouco foi recuperando.

Tive 2 sépsis em que uma delas tive que ser ventilado novamente durante 6 dias.

Tive uma Candidíase períneal e abdómen e uma Hérnia inguino-escrotal esquerdo, da qual recuperei na totalidade depois de sair do hospital.

Tive uma Atelectasia no pulmão direito. O meu pulmão deixou de funcionar e tive que fazer muita ginástica respiratória, aspiração, aerossóis, até finalmente ao fim de 18 dias, começou a funcionar. Foram um dos momentos mais difíceis.

Tive Anemia multifatorial e por isso tive necessidade de varias transfusões de sangue.
No 67º dia de vida tive necroses do 2º,3º e 4º dedo da mão esquerda ficando sem as 3º falanges desses 3 dedos. Mais um dos meus momentos difíceis neste hospital.

No 81ºdia de vida foi diagnosticado Refluxo gastroesofago tendo sido necessário iniciar leite espessado

Fiquei dependente do oxigénio até ao meu 81ºdia de vida, estando desde essa data em ar ambiente.

Não tive qualquer problemas Cardíacos e de Ritinopatia

Foi sempre alimentado com leite materno que a minha mãe tirava com a máquina.

O “Método Canguru”, foi a melhor coisa que me aconteceu durante os 118 (a quase 4 meses) enquanto estive aqui internado, fiz muito desde que nasci com os meus pais.

Tive alta no dia 20 de Julho de 2007, após tantos dias difíceis, mas onde tive sempre a presença dos meus pais e avós que me deram muito amor e carinho.

Foi com esse amor e com os cuidados de todos os bons profissionais que eu sobrevivi. E aqui estou eu, com 1 anos e sem qualquer problema.

OBRIGADO A TODOS













Salvador

A minha 1º constipação

Na semana seguinte a ter tido a Gastroenterite, tive a minha 1ºConstipação, na 1ºsemana de Março, ao fim de 11 meses de vida.
Tive febre, nariz escorrendo, tosse e por vezes vomitava quando a tosse era forte.
Tive que tomar durante 2 dias, Ben-u-ron supositório, para baixar a febre e aliviar o mau estar.
Tinha dificuldade em engolir e respirar por isso não me apetecia comer.
Isso preocupou os meus pais, pois ainda não tinha recuperado na totalidade o apetite depois de ter tido a Gastroenterite e agora estava se novo sem apetite.
Perdi 500gr nestas 2 semanas que estive doente e levei outras 2 semanas a recuperar esse peso, ou seja, estive 1 mês sem aumentar de peso.
A médica para este tipo de sintomas recomendou o seguinte:
- Muito soro no nariz
- Passear muito ao ar livre, de preferência pelo menos 1 hora por dia, em espaços verdes e longe da poluição e multidões
- Evitar lugares fechados e com grande concentração de pessoas
“No frio, as infecções são mais comuns porque as crianças ficam mais juntinhas em ambientes fechados e não arejados, facilitando a transmissão dos vírus”.
- Lavar sempre bem as mãos
- Comer pouco de cada vez mas varias vezes por dia e beber muita água.
Os bebes que mamam do leite materno, são muito mais resistentes às infecções respiratórias (otites, bronquiolites, meningites, alergias…)
Por isso, agradeço à minha mãe que me deu sempre do leite dela até aos meus 11 meses de vida, altura em que iniciei o leite em pó Nutribén Natal A.R.
“ Foi das coisas mais difíceis, tirar leite com a bomba todos os dias, inicialmente de 3 em 3 horas, depois um pouco mais espaçadas. No regresso ao trabalho essa tarefa tornou-se muito mais desgastante e difícil, por isso tive que começar a lhe dar o leite em pó. Primeiro alternadamente, depois do Salvador ter estado doente, passou apenas a beber o leite artificial.
Mas recomendo a todas as mães sempre que possível a dar aos vossos filhos do vosso leite, pois contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebé necessita para ser saudável e protege-o de certas doenças e infecções"

A minha 1º doença / infecção

No dia 25 de Fevereiro, faço hoje 11 meses de vida, tive a minha primeira doença / infecção.
Comecei por vomitar, depois a febre começou a subir, cheguei aos 38,2. Tive diarreia, dores de barriga, sinto-me um pouco enjoado e, por isso, não me apetece comer. Fui ao medico e foi-me diagnosticada uma gastroenterite, que é uma doença muito comum nas crianças pequeninas como eu e que, na maior parte das vezes, é provocada por um vírus.

A
gastroenterite é uma infecção causada por vírus (existem vários), que ataca o estômago e o intestino delgado. Normalmente a doença é breve, durando de 1 a 3 dias, mas poderá demorar 1 a 2 semanas. A gastroenterite é causada pela absorção de certos vírus. Os fluidos corporais de pessoas infectadas contêm o vírus até mesmo antes de os sintomas começarem. O vírus pode ser propagado através do contacto directo com uma pessoa infectada (beijando-a ou apertando suas mãos, por exemplo) ou ao compartilhar copos, pratos, colheres, garfos, etc. O vírus entra no estômago e intestino e inflama as mucosas destes órgãos que ficam temporariamente incapazes de exercer suas funções. O vírus pode fazer também com que o alimento se mova mais rapidamente através do canal gastrointestinal Os sintomas são de fadiga, arrepios, perda do apetite, náusea, vómitos, dor no estômago, diarreia, febre, dores musculares.
Como sabem, não há um tratamento específico. Por isso, não devo tomar antibióticos, nem tomar medicamentos para a diarreia e para os vómitos, porque é através destes sintomas que o meu corpinho se defende do micróbio que me fez ficar doente. Apenas enquanto tiver febre poderei tomar o Ben-u-ron infantil, para baixar a febre.
É natural que ainda me sinta doentinho por mais alguns dias, talvez até uma semana, mas mesmo que coma pouquinho e perca algum peso, não se aflijam. O que é importante é que eu nesta primeira fase beba. Soro, uma solução de re-hidratação, que me compensa a água e os 'sais minerais' que eu perco ao vomitar e com a diarreia. Deve beber pouquinho de cada vez, de preferência de meia e meia hora. Foi-me receitada HN25, como alimento para ajudar na minha recuperação.


HN25 é um alimento dietético equilibrado que deve substituir totalmente a alimentação habitual do lactente e da criança, desde o início do aparecimento das diarreias comuns.Pode ser preparada como biberão ou papa. HN25 é um alimento transitório. A sua utilização prolongada deve ser controlada pelo médico assistente. Durante os primeiros 5 dias, HN25 será dado como alimentação única, em quantidades semelhantes às da alimentação normal. A partir do 6º dia, a reintrodução da alimentação habitual deverá fazer-se progressivamente durante os 3 dias seguintes. Geralmente, ao fim de 8 dias, a alimentação normal deverá estar completamente restabelecida.

Ao quarto dia, foram introduzindo na minha alimentação o meu leite, a sopa sem verduras, as frutas (pêra ou maçã cozidas ou cruas e banana) e a Papa.
Os meus pais estão preocupados, porque eu não estou com aquela energia a que estão habituados, por só me apetecer estar na caminha, a dormir ou a brincar mas mais calmamente. O Pediatra informou os meus pais que esta situação era normal, que com o passar dos dias a minha energia e apetite iriam melhorar e voltar à normalidade. Por isso não se aflijam porque eu vou ficar bem.

Prevenção - O único e mais eficaz meio de se prevenir a propagação da gastroenterite é lavar as mãos frequentemente, também evitar o contacto com fluidos corporais de pessoa infectada, inclusive a saliva, Evitar compartilhar objectos (como chupeta, copos, pratos, etc.); não comer do mesmo prato que outra pessoa; evitar aglomerações; combater o calor com muito líquido e roupas leves; lavar bem as frutas; esterilizar bem os biberões e ferver a água, são algumas recomendações que podem prevenir o aparecimento da diarreia virótica

As minhas importantes actividades

METODO CANGURU, continuou a ser utilizado em casa.

Todo o bebé para continuar a ter uma boa estabilidade, necessita do contacto com os pais.

O Metodo Canguru é a melhor opção para o bebé se manter calmo e tranquilo. Era muito relaxante para o bebé e para os pais, dava uma certa tranquilidade.


O Salvador adorava. O seu sono que por vezes é agitado e curto, nestas posições é relaxado e longo.













O banho do salvador

































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A minha Familia

A MINHA FAMILIA QUE SEMPRE ME TEM AJUDADO NO MEU DESENVOLVIMENTO

O meu avô Sasic.
Adoro dormir no seu colo, ele gosta muito de ficar a tomar conta de mim. Fala comigo em Francês e Bósnio, eu adoro ouvir.












A minha avó Maria.
Ela cuida muito bem de mim, como a minha mãe e derrete-me com beijinhos










O meu avô José.
Ele adora passear comigo e fazer comigo muitos exercicios, para me estimular.













Os meus Tios.
Eles adoram-me eu sou o principe deles.










A minha Tia Cátia.
Oferece-me muitos brinquedos, principalmente livros que eu adoro. Estraga-me com mimos.
























O meu Tio Sérgio.
Ele é um "ganda maluco", mas eu gosto.